Agência FAPESP – Por terem um papel crítico na conservação da biodiversidade e na agricultura, os agentes polinizadores são uma preocupação mundial. Sistematizar o conhecimento adquirido sobre o tema no Brasil, nos últimos anos, é o objetivo do livro Polinizadores no Brasil – Contribuição e perspectivas para a biodiversidade, uso sustentável, conservação e serviços ambientais, que será lançado nesta quinta-feira (26/07), durante o 10º Encontro sobre Abelhas de Ribeirão Preto, na cidade do interior paulista.
Produzido pelo Grupo de Pesquisa de Serviços Ambientais do Instituto de Estudos Avançados (IEA) da Universidade de São Paulo (USP), o livro é resultado de pesquisas que envolveram 85 pesquisadores de 36 instituições científicas, com a finalidade de conhecer a situação dos polinizadores do Brasil, seu impacto na agricultura, na biodiversidade e no agronegócio.
A publicação deriva de estudos apoiados pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e pelo Fundo Setorial do Agronegócio. Essas pesquisas, por sua vez, tiveram base nos resultados do Projeto Temático “Biodiversidade e uso sustentável de polinizadores, com ênfase em abelhas Meliponini”, coordenado por Vera Lucia Imperatriz Fonseca e realizado no âmbito do programa BIOTA-FAPESP.
Coordenadora do Grupo do IEA, Fonseca também liderou a organização do livro. Os outros organizadores e vice-coordenadores do grupo são Antonio Mauro Saraiva, da Escola Politécnica da USP, e Dora Ann Lange Canhos, do Centro de Referência em Informação Ambiental (Cria). Fonseca atualmente é professora visitante sênior na Universidade Federal Rural do Semiárido.
“O Projeto Temático, encerrado em 2010, foi muito bem-sucedido e, além de possibilitar a formação de pessoal especializado, até hoje apresenta resultados na forma de publicações e teses. O livro é o primeiro documento em português que aborda o conhecimento atualizado sobre polinizadores no Brasil, tanto em áreas naturais como em agroecossistemas”, disse Fonseca à Agência FAPESP.
A qualidade da pesquisa realizada no Temático, segundo Fonseca, foi reconhecida pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), ganhando uma menção honrosa da edição 2011 do Prêmio Capes de Tese Edição e duas indicações para a edição de 2012.
Segundo Fonseca, a preocupação mundial com os polinizadores tem aumentado, uma vez que o seu declínio tem consequências desastrosas tanto para a biodiversidade como para o agronegócio.
Os riscos de perda dos serviços de polinização são especialmente graves quando a agricultura é dependente de uma espécie de polinizador. “O livro está sendo publicado em um momento importante, no qual o desaparecimento das abelhas começa a ser notado também no Brasil”, disse Fonseca.
Segundo ela, o desaparecimento das abelhas foi detectado em 2007 no hemisfério Norte. Na América do Norte, a perda tem sido de 30% das colônias por ano, com necessidade de importação de abelhas para promover a polinização na agricultura. Na Comunidade Europeia, a perda também é expressiva e preocupante. No Brasil, os primeiros casos foram detectados em 2011.
“O livro tem o objetivo de apresentar o tema com foco no Brasil, mas com um resumo da situação global, incluindo uma proposta de estratégia de desenvolvimento da área para o Brasil”, disse Fonseca.
Ação humana
Segundo Fonseca, o livro não esgota o assunto, mas representa uma mobilização sem precedentes da comunidade brasileira de estudos sobre abelhas e polinizadores. “Além dos resultados das nossas pesquisas, o livro também tem o objetivo de formular uma política pública para polinizadores”, disse.
Temas como a importância da paisagem agrícola na manutenção dos serviços dos polinizadores e a necessidade de aumentar o número de coleções biológicas para o estudo da fauna de abelhas são alguns dos destaques do livro. A obra aborda também espécies invasoras e o efeito das ações antrópicas sobre a conservação e uso dos polinizadores.
“Outro destaque é a questão do desaparecimento das abelhas, que permeia todo o livro. O conhecimento começa a avançar nessa área e o livro mostra como esse desaparecimento pode ter ligação com alterações comportamentais humanas – como aumento do uso de pesticidas – e alterações climáticas que podem fragmentar populações desses animais”, explicou Fonseca.
A primeira parte do livro consiste em um estudo da conservação de biomas e as síndromes de polinização e polinizadores vertebrados, apresentando uma lista inédita desses agentes reunida por especialistas brasileiros.
“Nas partes subsequentes, temos uma série de artigos que tratam de polinizadores como besouros e mariposas, mas concentram-se nas abelhas, os polinizadores mais manejados para a agricultura”, disse Fonseca.
Os artigos tratam também de bases de dados de plantas e polinizadores, dos métodos de avaliação de biodiversidade, das coleções de polinizadores e informatização dos acervos, da construção de palinotecas (coleção de grãos de pólen) e sua importância para manejo de polinizadores.
“O livro apresenta ainda uma série de estudos de caso que utilizam a modelagem preditiva como método de comunicação com os tomadores de decisão, abordando eventos climáticos previstos pelo IPCC. Toda a parte de modelagem foi desenvolvida no Projeto Temático”, disse Fonseca.
A acção desses agentes polinizadores é essencial para a biodiversidade. A extinção deles seria um desequilibrio ambiental.
http://biologias.com/noticias/1250/contribuicao-dos-agentes-polinizadores-para-a-biodiversidade
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sábado, 28 de julho de 2012
sexta-feira, 20 de julho de 2012
Cientistas descobrem por que tomates vistosos não são saborosos
Agência FAPESP – Um grupo de pesquisadores nos Estados Unidos identificou as alterações moleculares responsáveis pelo "amadurecimento uniforme" característico da maioria dos tomates à venda em supermercados e feiras.
Essas alterações fazem com que os tomates amadureçam no tempo certo para os vendedores, ganhando em aparência e aumentando as vendas. Mas o "amadurecimento uniforme" também implica em redução no sabor do fruto, que acaba com “gosto de papelão”, segundo a revista científica Science, que acaba de publicar os resultados do novo estudo.
A mutação não afeta propriamente o processo de amadurecimento, mas o padrão de pigmentação do fruto durante seu desenvolvimento. Os pigmentos em questão são as clorofilas e carotenos presentes em cloroplastos, sendo que a mutação do “amadurecimento uniforme” afeta negativamente a formação dessas organelas. Como os cloroplastos são responsáveis pela fotossíntese (a qual irá gerar açúcar) e são reservatórios de carotenos, frutos que não possuem a citada mutação tendem a ter um pouco mais de açúcar e licopeno (caroteno). Contudo, a diferença é pequena, além desses compostos não serem os principais determinantes do sabor dos frutos, mas sim de sua qualidade, conforme explicpu Lázaro Peres, professor no Departamento de Ciências Biológicas da Universidade de São Paulo, em comentário para a Agência FAPESP sobre o estudo feito nos Estados Unidos.
Há mais de meio século os produtores têm desenvolvido e selecionado variedades de tomate com coloração verde clara e uniforme antes do amadurecimento.
Na nova pesquisa, Ann Powell, da Universidade da Califórnia em Davis, e colegas dos Estados Unidos, Espanha e Argentina identificaram que o gene responsável pelo amadurecimento do tomate codifica um fator de transcrição denominado GLK2.
Esse fator, uma proteína que regula outros genes, aumenta a capacidade de o fruto fazer fotossíntese, ajudando na produção de açúcares e de licopeno, substância carotenoide que produz a cor avermelhada.
O problema é que a mutação responsável pelo amadurecimento uniforme desativa o gene GLK2. O resultado é que a produção com base no amadurecimento uniforme tem o efeito indesejado de promover o desenvolvimento inferior dos cloroplastos, que contêm a clorofila responsável por transformar energia solar em açúcar. Ou seja, com a perda nos cloroplastos, cai também a produção de ingredientes fundamentais para o sabor do fruto.
“A informação a respeito do gene responsável pelo amadurecimento em variedades selvagens e tradicionais fornece uma estratégia para tentar recapturar as características de qualidade que acabaram excluídas involuntariamente dos modernos tomates cultivados”, disse Powell.
Os autores do estudo sugerem que a manipulação dos níveis de GLK os de seus padrões de expressão podem eventualmente ajudar na produção de tomates e de outros produtos agrícolas com melhor qualidade.
Isso mostra que as aparências enganam. E a ciência sempre nos ajuda nesse tipo de escolha.
http://biologias.com/noticias/1245/cientistas-descobrem-por-que-tomates-vistosos-nao-sao-saborosos
sexta-feira, 13 de julho de 2012
Parasita marinho é batizado em homenagem a Bob Marley
Um pequeno crustáceo parasita que se alimenta de peixes no mar do Caribe foi batizado de Bob Marley pelo biólogo que o descobriu, em uma homenagem ao finado ícone do reggae.
O pequeno organismo marinho, que suga o sangue dos peixes que habitam os recifes de coral das águas baixas do leste do Caribe, será conhecido como Gnathia marleyi, em um tributo ao músico jamaicano.
"Batizei esta espécie, que é uma verdadeira maravilha natural, com o nome de Marley em sinal de respeito e admiração por sua música", disse Paul Sikkel, biólogo marinho da Universidade do Arkansas.
"Esta espécie é particularmente caribenha, como foi Marley", destacou Sikkel no site da Fundação de Ciência Natural.
O crustáceo, da família dos isópodes gnatídeos, é a primeira nova espécie encontrada no Caribe nas últimas duas décadas.
Uma bela descoberta para a ciência e uma ótima homenagem a Bob Marley. Crustáceo Caribenho.
http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/1119117-parasita-marinho-e-batizado-em-homenagem-a-bob-marley.shtml
sábado, 7 de julho de 2012
Os muitos frutos da ‘árvore da vida’
Estudo mostra que extração do buriti permite conciliar geração de renda e conservação da espécie
Uma das plantas mais generosas, da qual se aproveita tudo – da folha ao óleo –, o buriti alcançou um prestígio tal que é tratado como “árvore da vida”, sobretudo por quem lida com ele. Uma pesquisa de doutorado do Instituto de Biologia (IB) sobre essa planta mostrou que é possível, às comunidades rurais que fazem o extrativismo do seu fruto, conciliar geração de renda e ao mesmo tempo conservação da espécie. O autor do trabalho, o engenheiro florestal Maurício Bonesso Sampaio, mostrou que há um menor impacto desse tipo de extrativismo do que em outras atividades que agridem o meio ambiente, como o desmatamento por exemplo.
Segundo verificou Maurício, em sua investigação feita da Unicamp (ele fez graduação e mestrado na Universidade de Brasília – UnB), mesmo sendo removidos até 70% dos frutos dessas populações, o impacto ainda não terá sido demasiado. “É que o extrativista não prejudica a semente pois, em sua atividade, apenas retira a polpa dos frutos. Como as sementes ficam intactas, se forem retornadas ao brejo pelos extrativistas, as populações de buriti seguirão o seu curso normal”, informa.
O extrativismo de frutos, repara o pesquisador, é uma alternativa econômica mais sustentável do que outras formas de uso da terra e, apesar de não dispor de dados sobre o quanto o buriti movimenta em termos de cifras nas regiões de sua ocorrência, Maurício ouviu relatos de que muitas famílias conseguem obter uma renda mensal de até dez mil reais unicamente com a comercialização de produtos à sua base, lembrando que a safra dura um período de três ou quatro meses, que é o tempo de duração da safra.
De acordo com o doutorando, atualmente as empresas são as que mais compram os produtos do buriti. E os doces caseiros são os que mais agradam, sendo produzidos e comercializados no Brasil pelos próprios extrativistas, moradores das zonas rurais. Entretanto, outras indústrias também estão interessadas no seu óleo, em geral do ramo cosmético.
Há cenários contudo, reconhece ele, que podem pôr em risco o desenvolvimento do ciclo de vida do buriti. O estudo de Maurício – orientado pelo docente do IB Flávio Antonio Maës dos Santos – chegou a sugerir que um revés como o fogo é capaz de causar grandes impactos à produção de frutos e à manutenção das populações, caso a queimada ocorra no interior dos brejos.
O fogo que acaba atingindo múltiplas áreas, mas em pontos diferentes, a cada dois, três anos, se queimar no mesmo local uma vez a cada dez anos, ou com uma frequência maior que isso, acabará inevitavelmente sendo nociva às populações de buriti, expõe o pesquisador.
Ao avaliar então os efeitos do extrativismo comercial de frutos para as populações naturais de buriti, Maurício ainda averiguou que “uma das problemáticas que persiste é a colheita intensa, que poderá trazer efeitos indesejados, diminuindo as chances de nascerem mudas que irão regenerar as populações de buritis”, relata. “Não existe plantio comercial do buriti no país.”
Se não houver regeneração, pode-se vislumbrar uma produção cada vez menor de frutos, e isso terá outros impactos, além dos ambientais, prevê o pesquisador. Os impactos poderão ser sociais, posto que muitas pessoas dependem desse extrativismo, mesmo para subsistência.
O buriti (Mauritia flexuosa), conta ele, é mais encontrado na Amazônia, no Cerrado, no Pantanal e em uma pequena área da caatinga, e fora do Brasil, em países da América do Sul como Colômbia, Peru e Venezuela. No Estado de São Paulo, onde existe em menor proporção em uma pequena faixa do norte do Estado, está classificado como “Em Perigo” (EN) na lista oficial das espécies da flora do Estado de São Paulo ameaçadas de extinção (Resolução SMA 48 de 2004).
A planta é uma palmeira da família das Arecaceae, à qual também pertencem os coqueiros e, embora presente em vastas populações, fica restrita às formações brejosas. Em algumas situações, conforme o professor Flávio Antonio Maës dos Santos, notam-se populações quase lineares seguindo cursos d’água, chamadas popularmente veredas.
Peculiaridades
Na tese, o pesquisador escreveu três capítulos. O primeiro faz alusão à ontogenia: como ocorrem modificações nas características morfológicas dos indivíduos ao longo do ciclo de vida, como a planta cresce e a partir de que tamanho produz frutos.
Entre os achados, Maurício revelou que a produção de frutos pode iniciar quando a planta alcança perto de oito metros de altura (uma palmeira pode alcançar 30 metros). Outra coisa: ela vive centenas de anos e é nativa de Trinidad e Tobago e da América do Sul.
No segundo capítulo, ele testou os efeitos do extrativismo de frutos e das queimadas (bastante frequentes no Cerrado) na ecologia de populações do buriti. Já no terceiro capítulo, avaliou os fatores sociais que influem no extrativismo de frutos e em outros usos nos brejos, como a criação de gado e porcos, e o estabelecimento de roças de arroz, milho, feijão, etc.
Mas foi no trabalho de campo que Maurício realmente compreendeu a dinâmica do buriti. Para isso, visitou três regiões – duas no Estado de Tocantins (o Jalapão, ao leste do Estado e o nordeste, próximo a Itacajá e Santa Maria do Tocantins) e uma ao sul do Estado do Piauí, onde se concentram pequenas indústrias produtoras do doce de buriti.
No primeiro ano, o doutorando passou quatro meses prospectando as áreas onde iria trabalhar e coletando dados para o terceiro capítulo da tese. Depois, a sua atuação passou a ser anual nas áreas estudadas. No caso do Jalapão, voltou de seis em seis meses, por encontrar terreno fértil para suas investigações. Em cada viagem, permanecia um mês no local.
A sua maior dificuldade foi identificar populações de buriti que tivessem pouco impacto antrópico (provocado pelo homem no meio em que vive). Um dos requisitos para este estudo era contar com áreas pristinas (o mais conservadas possível). Este foi o grande desafio, menciona Maurício.
Em muitos momentos, o engenheiro florestal requereu apoio das ONGs Pequi (Pesquisa e Conservação do Cerrado) e ISPN (Instituto Sociedade, População e Natureza). E, no trabalho de campo, teve colaborações dos próprios extrativistas – especialmente de um técnico da Emater, no sul do Piauí – e do Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins).
No capítulo envolvendo a parte social, ele recebeu ajuda das pesquisadoras Tamara Ticktin, da University of Hawai’i at Manoa, que estuda os efeitos do extrativismo de produtos florestais não madeireiros, e de Cristiana Seixas, do Núcleo de Estudos e Pesquisas Ambientais (Nepam).
De acordo com o professor Flávio, a tese de Maurício converge com uma série de trabalhos da linha de pesquisa de Ecologia de Populações de Plantas do IB, desenvolvidos há mais de duas décadas no Departamento de Biologia Vegetal.
Dentro dessa linha, os estudos sobre os efeitos da exploração sobre populações de plantas tiveram início graças a uma demanda de pós-graduandos a partir de 1995, relacionada ao impacto da exploração madeireira de espécies arbóreas na Amazônia.
A seguir, passou a incluir a exploração de produtos florestais não madeireiros, como a pesquisa de Maurício e de outra doutoranda, Cristina Baldauf, que engrossou a iniciativa estudando a janaguba, uma espécie arbórea vista no Cerrado.
“O trabalho de Maurício vai na direção de conjugar muitas variáveis e fazer análise de um componente social ligado a essa exploração. Ao mesmo tempo, tentou casar isso com a avaliação dos modelos de dinâmica: como as populações estão reagindo a essa exploração. É extremamente difícil encontrar na literatura pesquisas juntando essas abordagens em torno de um ponto comum”, realça o orientador.
Engenheiro florestal desenvolve duas cartilhas
A experiência obtida no campo de trabalho balizou Maurício a conceber duas cartilhas para as populações rurais que moram perto das áreas de brejo e que praticam o extrativismo de buriti.
As cartilhas são Boas Práticas de Manejo para o Extrativismo Sustentável do Buriti, que teve apoio do Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN); e Boas Práticas de Manejo para o Extrativismo Sustentável do Capim Dourado e do Buriti, produzida em parceria com os pesquisadores Isabel Schmidt, Isabel Figueiredo e Paulo Sano, analisando o capim dourado do Jalapão.
Uma cartilha aborda o fruto e a outra as folhas do buriti, que fornecem uma fibra muito empregada no artesanato do capim dourado. Maurício inclusive avaliou o impacto do extrativismo dessas folhas.
Cerca de mil exemplares foram distribuídos pelo ISPN para agroextrativistas do Cerrado. A expectativa é que os resultados contribuam para que essas comunidades continuem praticando o extrativismo, gerando renda e melhorando a sua distribuição e o acesso das pessoas à economia local.
Para Flávio, um dos pontos a ser ressaltado é que a extração é familiar, feita por pequenos grupos. Não é uma exploração intensiva, esclarece, porém falta apoio a essas pessoas e capacitação. “Se nutrirmos a ideia de que é possível criar uma economia mais vigorosa nessas regiões, as populações de buritis e as extrativistas poderão sofrer muito com isso.”
Este é uma coisa muito boa. Conciliando a renda com a conservação da espécie. Isso pode ser muito aproveitado e podemos tirar muito lucro disso.
http://biologias.com/noticias/1244/os-muitos-frutos-da-arvore-da-vida-
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