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sábado, 29 de setembro de 2012

Monstro pré-histórico trazido à vida em 3D

Monstro pré-histórico trazido à vida em 3D 

Uma equipe de investigadores da Universidade do Texas, em Austin (EUA) – em colaboração com uma empresa dinamarquesa, especializada em criar bonecos e modelos de animais vivos e já extintos –, fez uma reconstrução tridimensional (3D) de um molusco pré-histórico, baseando-se num fóssil. 

O animal corresponde a um ‘multiplacaphoran’ (da espécie Protobalanus spinicoronatus) com cerca de três centímetros, tem formato oval e vivia em ambientes marinhos. O fóssil a partir do qual se baseou a recriação tem mais de 390 milhões de anos e foi descoberto em 2001 em Ohio e doado ao Museu de História Natural de Cincinnati. 

Segundo os investigadores, quando um espécime é tão pequeno torna-se difícil perceber a sua morfologia ou estrutura e, por isso, em vez de criar uma versão de tamanho real, a equipa alargou o fóssil até 12 vezes, de forma a que seja mantido na palma de uma mão. 

O autor do estudo, o paleontólogo Jakob Vinther, utilizou uma técnica de micro-tomografia computadorizada para criar uma versão 3D do molusco, originalmente coberto por pedras. As impressoras tridimensionais usam modelos de computador como guia, enquanto as máquinas vão dispondo várias camadas de um material suave que vai gradualmente endurecendo. 

A equipa de Vinther considera que o ‘multiplacophoran’ foi parente distantes de moluscos existentes nos nossos dias e chamado de quítons – as cores da recriação 3D são baseadas neste ser marinho.

Novamente a tecnologia ajuda a ciência nesta bela reconstrução tridimensional. Tudo isso ajuda a pesquisadores entenderem melhor o passado.

sábado, 22 de setembro de 2012

Papiro que cita mulher de Jesus é falsificação moderna, diz estudioso


Um estudioso do Novo Testamento diz ter encontrado evidências de que o chamado "Evangelho da Mulher de Jesus" é uma falsificação moderna. O professor Francis Watson, da Universidade de Durham, diz que o fragmento de papiro que causou polêmica ao surgir no início desta semana, por se referir à suposta mulher de Jesus, é uma colcha de retalhos, e que todos os fragmentos de frases encontrados foram copiados, com algumas alterações, de edições impressas do Evangelho de Tomé. As informações são doGuardian.
A descoberta já acendeu um debate feroz entre os acadêmicos, mas o professor acredita que sua nova pesquisa possa ser conclusiva. "Eu creio que é mais ou menos indiscutível que eu demonstrei como a coisa foi composta", argumentou. "Eu ficaria muito surpreso se não fosse uma falsificação moderna, ainda que seja possível que tenha sido composta desta forma no século 4", acrescenta.
O artigo publicado online por Watson afirma que a obra foi montada por alguém que não era um falante ativo da linguagem copta - usada pelos cristãos egípcios durante o império romano -, o que é um jeito educado de dizer que se trata de um trabalho moderno. Ele não critica diretamente a professora Karen King, de Harvard, que apresentou o fragmento em uma conferência em Roma. Watson diz que ela fez um ótimo trabalho em apresentar as evidências e imagens do fragmento. Ele crê que o papiro em si pode datar do século 4, mas as palavras, diz ele, mostram claramente a influência dos livros impressos modernos. Karen afirmou acreditar que o papiro foi criado entre os séculos 2 e 4, mas a data do objeto ainda não foi analisada quimicamente.
Há uma quebra de linha no meio de uma palavra que parece ter sido retirada diretamente de edições modernas do Evangelho de Tomé, um texto genuinamente gnóstico ou cristão. De acordo com o professor, é comum que palavras estejam quebradas no meio em escritas antigas, como a copta, que eram escritas sem hífens. No entanto, é incomum que a ruptura apareça na mesma obra em dois manuscritos diferentes.
A professora Karen ainda não se manifestou sobre o assunto.

Isso mostra que não devemos confiar em tudo que vemos e ouvimos. Com as novas tecnologias falsificações estão cada vez mais convincentes.

sábado, 15 de setembro de 2012

Baratas ajudam cientistas a encontrar sobreviventes


Insetos são ‘equipados’ e colocados em edifícios destroçados

Cientistas da North Carolina State University vão aproveitar o comportamento das baratas para ajudar a salvar, por exemplo, vítimas de sismos.

Os investigadores vão usar algumas características destes insetos, como a dureza, resistência e capacidade para caberem em espaços muito pequenos, e redirecioná-las para mini-robots, que podem procurar sobreviventes em edifícios que tenham sido destroçados.

A inovação, porém, ainda não está pronta, por isso os investigadores estão a trabalhar numa alternativa: um sensor aplicado às baratas e que é operado, remotamente, por pessoas.

O projeto, liderado por Alper Bozkurt, inclui colocar nas baratas de Madagáscar uma espécie de mochila com um pequeno chip, um transmissor e receptor sem fios e um microcontrolador.

O microcontrolador está ligado às antenas e sensores das baratas. Localizado no abdómen, este sensor pode detectar movimento, para melhor resistir ao encontro com um predador. Quando o sensor é estimulado pelo microcontrolador, a barata pensa que há algum predador atrás dela e continua em frente.

Por outro lado, estes sensores são ativados quando a barata está perante objetos imovíveis, alertando-o que não pode ir nessa direcção. Neste caso, e quando o estímulo não vem de um objeto mas a partir de uma pequena carga eléctrica, o inseto continua a reagir com uma mudança de percurso.

Utilizando a habilidade dos animais e a inteligencia dos humanos em um conjunto ajuda muito.

http://biologias.com/noticias/1278/baratas-ajudam-cientistas-a-encontrar-sobreviventes

sábado, 8 de setembro de 2012

Descoberta molécula de açúcar perto de uma estrela


Um dos elementos fundamentais da vida pode estar no caminho de um planeta

O Observatório Europeu do Sul (ESO) anunciou a descoberta de moléculas de açúcar à volta de uma estrela. Com o radiotelescópio ALMA, situado no deserto de Atacama, no Chile, os cientistas conseguiram captar moléculas de glicolaldeído (C2H4O2) no gás que rodeia a estrela binária jovem IRAS 16293-2422, que tem uma massa semelhante à do Sol e situada a 400 anos-luz da Terra.

Esta molécula já tinha sido descoberta no espaço, mas esta é a primeira vez que é localizada tão perto de uma estrela deste tipo, a uma distância equivalente à que separa Urano do Sol. O estudo sobre este achado será publicado no Astrophysical Journal Letters.

“No disco de gás e pó que rodeia a estrela, encontrámos glicolaldeído, uma forma simples de açúcar, não muito diferente da que pomos no café”, explica Jes Jørgensen (do Niels Bohr Institute, Dinamarca), autor principal do artigo.

A molécula participa na formação de RNA, que, tal como o DNA, com o qual está relacionado, é um dos ingredientes fundamentais para haver vida. “As observações revelam que as moléculas de açúcar estão a ir em direcção a uma das estrelas do sistema”, indicou Cécile Favre, da Universidade de Aarhus (Dinamarca).

As moléculas “não só estão no lugar indicado para encontrarem o caminho para um planeta como também vão na direção correta. A descoberta demonstra que os elementos essenciais à vida estão no momento e no lugar certo para poderem existir nos planetas que se formam à volta da estrela”.


Isso mostra que dessa e de outras formas pode existir vida em outros lugares.

http://biologias.com/noticias/1273/descoberta-molecula-de-acucar-perto-de-uma-estrela