Pesquisadores franceses do Instituto de Farmacologia Celular e Molecular em Nice descobriram que o veneno de mamba-negra, uma cobra africana considerada por muitos a mais mortífera do mundo, pode agir como um analgésico tão forte quanto a morfina, mas sem seus efeitos colaterais.
Os cientistas pesquisaram 50 espécies de cobras diferentes até encontrarem o que buscavam na mamba-negra ou mamba-preta (Dendroaspis polylepis), uma das cobras mais venenosas e rápidas do mundo.
Seu veneno pode ser separado em vários compostos. Uma classe específica de peptídeos encontrada nesse veneno, chamada de mambalgins, tem capacidades analgésicas incríveis.
As mambalgins trabalham com um conjunto totalmente diferente de receptores do que a morfina, mas igualmente eficazes – ou até melhores.
A morfina age no caminho dos opióides no cérebro. Ela pode cortar a dor, mas também é viciante e causa dores de cabeça, dificuldade de pensamento, vômitos e espasmos musculares. Já as mambalgins combatem a dor através de uma rota totalmente diferente no cérebro, que produz menos efeitos colaterais.
Por exemplo, quando o analgésico feito a partir do veneno da cobra foi testado em ratos, a maioria dos efeitos colaterais da morfina não foi vista. As mambalgins foram tão eficazes quanto a morfina em acalmar a dor, mas não provocaram a mesma supressão respiratória, e, embora depois de cinco dias os ratos tenham mostrado alguma tolerância, esta foi menor do que com os opiáceos.
Testes em células humanas feitos em laboratório também mostraram que as mambalgins têm efeitos químicos semelhantes em pessoas. No entanto, a pesquisa com humanos está no seu estágio inicial, e mais estudos são necessários antes da substância se tornar um analgésico comercial.
Isso mostra como algo que mesmo sendo prejudicial, de alguma maneira nós podemos usá-los a nosso favor.
http://biologias.com/noticias/1296/veneno-da-cobra-mais-mortifera-do-mundo-inspira-medicamento-melhor-que-morfina
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sábado, 27 de outubro de 2012
sábado, 20 de outubro de 2012
Novo teste substitui ensaios em animais na indústria cosmética
Projeto foi desenvolvido por investigadores da Universidade de Coimbra
Investigadores do Centro de Neurociências (CNC) e da Faculdade de Farmácia da Universidade de Coimbra (UC) desenvolveram um teste pioneiro para a detecção do potencial alergênico cutâneo de químicos (avaliação da sensibilização cutânea), que permite reduzir significativamente os ensaios em animais na indústria de cosmética.
O teste in vitro baseia-se na utilização de células de pele imortalizadas para avaliar, através da análise de diversos parâmetros, o potencial alergênico cutâneo de químicos antes da sua introdução no mercado, substituindo deste modo os respectivos ensaios em animais.
Denominado ‘Sensitiser Predictor’, o projeto resulta de sucessivos estudos realizados ao longo dos últimos seis anos pelos investigadores Teresa Cruz Rosete, Bruno Neves e Susana Rosa. Já foi distinguido com vários prêmios nacionais e internacionais, pois além de “dar resposta à imposição legislativa da União Europeia no sentido de abolir a utilização de animais em ensaios de produtos da indústria de cosmética, é um método muito mais rápido do que os atuais que recorrem aos ensaios em animais, mais econômico e passível de ser usado em grande escala”, enumera Teresa Cruz Rosete.
Com uma patente internacional em fase de avaliação, o projecto, “carece ainda da validação do European Centre for the Validation of Alternative Methods – ECVAM, para que possa ser considerado de referência a nível da OCDE”, observa a investigadora do grupo de Imunologia Celular e Oncobiologia do CNC.
Apesar de forte pressão da União Europeia para se acabar com os ensaios em animais, ainda não existem testes alternativos para diversos itens de toxicidade, nomeadamente sensibilização cutânea. Por isso, “o ‘Sensitiser Predictor’ poderá marcar a mudança de paradigma na avaliação da toxicidade de compostos. A comunidade científica internacional está precisamente a apostar no desenvolvimento de métodos simples e rápidos, para substituir os testes em animais”, conclui a cientista.
O grupo, único em Portugal a trabalhar no desenvolvimento de testes para avaliação da sensibilização cutânea, pretende agora alargar o teste a outras áreas, nomeadamente a alergias respiratórias.
http://biologias.com/noticias/1293/novo-teste-substitui-ensaios-em-animais-na-industria-cosmetica
Isso mostra como as pesquisas são sempre importantes para a evolução da ciência.
Investigadores do Centro de Neurociências (CNC) e da Faculdade de Farmácia da Universidade de Coimbra (UC) desenvolveram um teste pioneiro para a detecção do potencial alergênico cutâneo de químicos (avaliação da sensibilização cutânea), que permite reduzir significativamente os ensaios em animais na indústria de cosmética.
O teste in vitro baseia-se na utilização de células de pele imortalizadas para avaliar, através da análise de diversos parâmetros, o potencial alergênico cutâneo de químicos antes da sua introdução no mercado, substituindo deste modo os respectivos ensaios em animais.
Denominado ‘Sensitiser Predictor’, o projeto resulta de sucessivos estudos realizados ao longo dos últimos seis anos pelos investigadores Teresa Cruz Rosete, Bruno Neves e Susana Rosa. Já foi distinguido com vários prêmios nacionais e internacionais, pois além de “dar resposta à imposição legislativa da União Europeia no sentido de abolir a utilização de animais em ensaios de produtos da indústria de cosmética, é um método muito mais rápido do que os atuais que recorrem aos ensaios em animais, mais econômico e passível de ser usado em grande escala”, enumera Teresa Cruz Rosete.
Com uma patente internacional em fase de avaliação, o projecto, “carece ainda da validação do European Centre for the Validation of Alternative Methods – ECVAM, para que possa ser considerado de referência a nível da OCDE”, observa a investigadora do grupo de Imunologia Celular e Oncobiologia do CNC.
Apesar de forte pressão da União Europeia para se acabar com os ensaios em animais, ainda não existem testes alternativos para diversos itens de toxicidade, nomeadamente sensibilização cutânea. Por isso, “o ‘Sensitiser Predictor’ poderá marcar a mudança de paradigma na avaliação da toxicidade de compostos. A comunidade científica internacional está precisamente a apostar no desenvolvimento de métodos simples e rápidos, para substituir os testes em animais”, conclui a cientista.
O grupo, único em Portugal a trabalhar no desenvolvimento de testes para avaliação da sensibilização cutânea, pretende agora alargar o teste a outras áreas, nomeadamente a alergias respiratórias.
http://biologias.com/noticias/1293/novo-teste-substitui-ensaios-em-animais-na-industria-cosmetica
Isso mostra como as pesquisas são sempre importantes para a evolução da ciência.
sexta-feira, 12 de outubro de 2012
Peixes podem ficar mais pequenos com aumento de temperatura dos oceanos
Estudo está publicado na Nature Climate Change
A emissão de gases que provocam efeito de estufa pode ter mais impacto nos ecossistemas marinhos do que se pensava. Num estudo publicado agora na «Nature Climate Change», os investigadores admitem que algumas espécies de peixes podem diminuir o seu tamanho entre 14 e 24 por cento devido ao aquecimento global.
Os investigadores simularam o impacto das temperaturas em mais de 600 espécies até 2050. As águas mais quentes têm, dizem, menor nível de oxigénio, o que faz com que os peixes tenham um tamanho mais reduzido.
Investigações anteriores sugeriam que as alterações na temperatura dos oceanos afetam tanto a localização como a procriação de diversas espécies.
Mas para avaliar as alterações de tamanho, os cientistas projetaram um modelo que tenta compreender como estes animais reagem à redução do oxigénio na água, utilizando dados do Painel Intergovernamental sobre Alterações Climáticas.
Apesar dos dados apontarem para uma mudança pequena na temperatura da água dos oceanos, o impacto é grande no que diz respeito ao tamanho dos peixes.
"O aumento da temperatura faz elevar a taxa metabólica do corpo dos peixes", explicou William Cheung, da Universidade da Colúmbia Britânica (Canadá), à BBC News. "Isso requer mais oxigénio para que as funções corporais comuns sejam realizadas. Faltará oxigénio para o crescimento, e o peixe terá um corpo menor”.
Os investigadores admitem que há incertezas quanto às previsões das alterações climáticas e isso pode afetar o modelo apresentado. Cheung diz que são necessários novos estudos e que é preciso, no futuro, olhar com mais cuidado para a resposta biológica dos peixes.
Outros cientistas alertam para o impacto disso na indústria pesqueira. “Indivíduos menores vão produzir ovos menores e em menor quantidade, o que afetará o potencial reprodutivo dos cardumes e reduzirá a sua resistência à pesca e à poluição”, diz Alan Baudron, da Universidade de Aberdeen (Grã-Bretanha).
A emissão de gases que provocam efeito de estufa pode ter mais impacto nos ecossistemas marinhos do que se pensava. Num estudo publicado agora na «Nature Climate Change», os investigadores admitem que algumas espécies de peixes podem diminuir o seu tamanho entre 14 e 24 por cento devido ao aquecimento global.
Os investigadores simularam o impacto das temperaturas em mais de 600 espécies até 2050. As águas mais quentes têm, dizem, menor nível de oxigénio, o que faz com que os peixes tenham um tamanho mais reduzido.
Investigações anteriores sugeriam que as alterações na temperatura dos oceanos afetam tanto a localização como a procriação de diversas espécies.
Mas para avaliar as alterações de tamanho, os cientistas projetaram um modelo que tenta compreender como estes animais reagem à redução do oxigénio na água, utilizando dados do Painel Intergovernamental sobre Alterações Climáticas.
Apesar dos dados apontarem para uma mudança pequena na temperatura da água dos oceanos, o impacto é grande no que diz respeito ao tamanho dos peixes.
"O aumento da temperatura faz elevar a taxa metabólica do corpo dos peixes", explicou William Cheung, da Universidade da Colúmbia Britânica (Canadá), à BBC News. "Isso requer mais oxigénio para que as funções corporais comuns sejam realizadas. Faltará oxigénio para o crescimento, e o peixe terá um corpo menor”.
Os investigadores admitem que há incertezas quanto às previsões das alterações climáticas e isso pode afetar o modelo apresentado. Cheung diz que são necessários novos estudos e que é preciso, no futuro, olhar com mais cuidado para a resposta biológica dos peixes.
Outros cientistas alertam para o impacto disso na indústria pesqueira. “Indivíduos menores vão produzir ovos menores e em menor quantidade, o que afetará o potencial reprodutivo dos cardumes e reduzirá a sua resistência à pesca e à poluição”, diz Alan Baudron, da Universidade de Aberdeen (Grã-Bretanha).
Mais uma incrível descoberta para a ciência. Com essa descoberta ficaremos muito loucos.
http://biologias.com/noticias/1289/peixes-podem-ficar-mais-pequenos-com-aumento-de-temperatura-dos-oceanos
http://biologias.com/noticias/1289/peixes-podem-ficar-mais-pequenos-com-aumento-de-temperatura-dos-oceanos
sábado, 6 de outubro de 2012
Droga para HIV pode tratar pacientes com tipo grave de câncer de mama
Inibidora da enzima protease, a droga Nelfinavir pode ser usada para tratar o câncer de mama HER2-positivo na mesma capacidade e dosagem que é usada para tratar o HIV, de acordo com um estudo publicado nesta sexta-feira no Journal of the National Cancer Institute. Este tipo de câncer de mama é conhecido por ser mais agressivo e menos sensível a tratamentos em comparação a outros tipos.
A Nelfinavir já foi usada para inibir o crescimento de certos tipos de cânceres e tem sido usada em ensaios clínicos como um agente quimioterápico ou um radiossensibilizador para a terapia. No entanto, os seus efeitos sobre o câncer de mama HER2-positivo ainda eram desconhecidos.
Para determinar o efeito do medicamento nesse tipo de câncer, Joong Sup Shim, do Departamento de Farmacologia e Ciência Molecular Escola de Medicina Johns Hopkins, e seus colegas examinaram a biblioteca de drogas da instituição e identificaram uma série de inibidores de células do câncer de mama, um subconjunto dos quais foi, então, utilizado para traçar o perfil farmacológico de sete linhagens de células genotipicamente individuais. Após identificar o Nelfinavir como inibidor seletivo das células de HER2-positivo, os pesquisadores determinaram a atividade antitumoral do medicamento em modelos de ratos.
Os cientistas descobriram que a droga, de fato, inibiu o crescimento de tumores HER2-positivo em ratos, e também que as concentrações necessárias para esse procedimento in vitro correspondiam ao regime de dosagem usado para tratar pacientes de HIV. "Com um perfil de toxidade relativamente baixo e as informações disponíveis sobre a medicamentosas e farmacocinética, o Nelfinavir está pronto para testes clínicos em pacientes com esse tipo de câncer", escrevem os autores, acrescentando que a descoberta tem "implicações importantes no desenvolvimento do Nelfinavir e seus análogos como novos agentes anticâncer.
Isso mostra que as pesquisas estão evoluindo e que algo que ajuda para certa doença pode ser usado para outras coisas.
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