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sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Investigadores criam cabo que liga cérebro a computador

Estudo está publicado na Nature Materials 

Investigadores da Universidade de Michigan acabam de apresentar um cabo muito fino capaz de 'ligar' diretamente o cérebro humano a um computador. O dispositivo é tão preciso que pode mesmo conectar-se a células individuais. O estudo está publicado na Nature Materials. 

O cabo é um filamento de carbono revestido de plástico de modo a que os sinais elétricos dos neurônios não provoquem interferências indesejadas. Numa das pontas, está impregnado com um gel cuja finalidade é a acoplar-se perfeitamente às membranas das células cerebrais e transmitir e receber delas sinais elétricos. O outro extremo está conectado a um computador para que os sinais que o cérebro emite chegam diretamente à máquina com grande clareza. 
O eléctrodo, explica Nicholas Kotov, um dos investigadores que desenvolveu o dispositivo, tem um diâmetro de 0,007 milímetros, muito menos do que os anteriores. Além deste ser mais preciso, pode conectar-se a qualquer tipo de dispositivo, por exemplo, a uma prótese. 

Os impulsos elétricos viajam através do cérebro por movimentos de iões ou átomos com cargas elétricas, e os sinais movem-se através do gel da mesma maneira. Do outro lado, a fibra de carbono responde aos iões movendo eletrões que traduzem eficazmente o sinal do cérebro para a linguagem dos dispositivos eletrônicos. 

O cabo foi já testado em ratinhos e teve bons resultados. No entanto, os autores do artigo esclarecem que ainda não está pronto para ser utilizado em seres humanos. Quando estiver, vai contribuir para revelar numerosos mistérios sobre o cérebro e o seu funcionamento, entre eles a forma como os neurônios comunicam entre si ou o traçado exato das 'autoestradas' que cruzam o cérebro transportando a informação que este processa continuamente. 

Um dos maiores problemas ainda por resolver é o tempo de 'validade' do eléctrodo. Para que possa ser utilizado, por exemplo, numa prótese, o cabo deverá resistir durante anos sem degradar-se. Até agora, os testes duraram apenas seis semanas. Desconhece-se, por isso, como poderá evoluir em períodos longos.


Assim cada vez mais a tecnologia é aliada da ciência. E essa ligação entre tecnologia e ciência tende a aumentar cada vez mais.

http://biologias.com/noticias/1311/investigadores-criam-cabo-que-liga-cerebro-a-computador

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Encontrado o planeta potencialmente habitável mais próximo da Terra

O HD 40307g faz parte de um sistema com seis planetas e encontra-se a 42 anos-luz 

Uma equipe de astrónomos europeus descobriu um exoplaneta que se encontra a uma distância adequada da sua estrela, podendo, assim, ter um clima semelhante ao da Terra e condições para albergar vida. Esta super-Terra, cuja massa é sete vezes a do nosso planeta, recebe uma quantidade de energia muito parecida à que nós recebemos do Sol e cumpre, também, o padrão dia/noite. 

HD 40307g faz parte de um sistema com seis planetas que orbitam a estrela HD 40307 e encontra-se a 'apenas' 42 anos-luz da Terra. Três dos planetas deste sistema, já antes conhecidos, estão demasiado perto da sua estrela para poderem conter água líquida. Graças a novas técnicas de análise de dados, foi possível identificar as restantes super-Terras. 

Dos planetas descobertos, o de maior interesse é mesmo o HD 40307g, que apresenta a órbita mais distante da estrela (distância semelhante à da Terra ao Sol), o que aumenta a probabilidade de ser habitável, podendo ter água em estado líquido e uma atmosfera estável para suportar vida. 

Os astrónomos acham ainda provável que o planeta gire em torno do seu eixo, à medida que orbita a estrela, cumprindo o ciclo dia e noite que pode, em teoria, potenciar a evolução de organismos. 

“A estrela HD 40307 é uma anã branca perfeitamente tranquila, não havendo, assim, nenhuma razão para que o planeta não possa manter um clima parecido com o da Terra”, considera Guillem Angla-Escude, da Universidade de Göttingen (Alemanha). 

No início deste ano, a nave espacial Kepler descobriu um planeta com uma órbita parecida. No entanto, aquele – o Kepler 22d – encontra-se a 600 anos-luz da Terra, enquanto o novo exoplaneta está muito mais perto. 

“Descobertas como esta são realmente emocionantes. Este tipo de sistemas serão os alvos da próxima geração de grandes telescópios”, afirma David Pinfield, da Universidade de Hertfordshire, e responsável pelo programa de procura de exoplanetas denominado RoPACS (Rocky Planets Around Cool Stars). A investigação será publicada na «Astronomy & Astrophysics».



Isto é um grande avanço nas pesquisas sobre planetas e poderá nos ajudar no futuro

http://biologias.com/noticias/1308/encontrado-o-planeta-potencialmente-habitavel-mais-proximo-da-terra

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Estudo revela como e quando se desenvolveu a visão nos seres humanos

Opsinas evoluíram com menos mudanças genéticas do que se pensava 

As origens de evolução da visão são há muito tempo alvo de um longo debate, sobretudo devido aos relatórios inconsistentes das relações filogenéticas entre os animais que mais cedo possuíram opsinas. 

Estas proteínas sensíveis à luz e que são um elemento chave na nossa visão poderão ter evoluído mais cedo e com menos mudanças genéticas do que se pensava, sugere um novo estudo da University of Bristol. 
A investigação utilizou simulações em computador para chegar a uma imagem detalhada de como e quando as opsinas evoluíram, tanto nos animais como nos seres humanos. Os cientistas começaram por fazer uma análise computacional de todas as hipóteses de evolução das opsinas existentes até à data. A análise incorporou toda a informação genómica disponível de todas as linhagens de animais relevantes, incluindo um novo grupo sequenciado de Oscarella Carmela e os cnidários, animais marinhos que, acredita-se, possuíram os primeiros olhos do mundo. 

Utilizando esta informação, os investigadores desenvolveram um cronograma com um antepassado da opsina, comum a todos os grupos que apareceram há 700 milhões de anos. Esta opsina era considerada ‘cega’, mas ainda assim passou por mudanças genéticas durante os 11 milhões de anos em que transmitiu a capacidade de detectar luz. 

“A grande importância do nosso estudo teve como pano de fundo o facto de termos encontrado a mais antiga origem da visão, e que ela se originou apenas uma vez nos animais. Isto é uma descoberta fantástica porque implica que o nosso estudo descobriu, como consequência, como e quando a visão evoluiu nos seres humanos”, explicou Davide Pisani, um dos investigadores do estudo.


Isto é muito interessante para sabermos como foi o desenvolvimento na nossa visão

http://biologias.com/noticias/1306/estudo-revela-como-e-quando-se-desenvolveu-a-visao-nos-seres-humanos


sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Dinossauros que usavam penas como os pavões

O 'Ornithomimus edmontonicus' encontrado no Canadá tinha penas mas não voava 

Viveu há 75 milhões de anos no território que é hoje o Canadá. Era um dinossauro veloz e o seu aspecto lembra a avestruz, com um crânio pequeno e um pescoço longo. Uma equipa de paleontólogos encontraram três indivíduos do mesmo mesmo grupo dos Ornithomimosauria e baptizaram a espécie como Ornithomimus edmontonicus. 

A sua análise permitiu formular outra hipótese sobre a origem e a função das penas que cobriam os dinossauros que não voavam. As conclusões do estudo estão publicadas na Science. 

Os investigadores, liderados por Darla K. Zelenitsky, da Universidade de Calgary, propõem que as asas cobertas de penas serviam aos adultos tanto para cortejar potenciais parceiros para acasalamento como para abrigar os seus ovos. Os pavões são exemplos atuais de aves que exibem as suas aves para atrair o sexo oposto. 

Os Ornithomimosauria eram dinossauros terópodes e viveram durante o Cretáceo. Os fósseis desenterrados em Alberta (Canadá) pertencem a um indivíduo jovem e a dois adultos. O primeiro media um metro e meio de comprimento e os autores acreditam que tinha aproximadamente um ano de idade. Os exemplares adultos rondavam os três metros e meio. 

Esta foi a primeira vez que se encontraram restos de dinossauros não voadores com penas na América do Norte. A maior parte deste tipo de dinossauros tinha sido encontrada na China e na Alemanha. Apesar de se conhecerem muitos esqueletos de Ornithomimosauria, estes são os primeiros que revelam uma cobertura de penas. O facto de terem encontrado um indivíduo jovem e dois adultos permitiu comparar as suas diferenças de plumagem. 

Só os exemplares maiores apresentavam penas compridas, formando estruturas parecidas com asas, característica que sugere que estas só seriam utilizadas na idade adulta, o que por sua vez indica que como os mais novos não necessitam de penas, estas não eram utilizadas exercer o voo. A plumagem está, provavelmente, relacionada com comportamentos reprodutivos, afirmam. 


Isto mostra a ligação entre várias espécies diferentes através das eras.

http://biologias.com/noticias/1305/dinossauros-que-usavam-penas-como-os-pavoes

sábado, 27 de outubro de 2012

Veneno da cobra mais mortífera do mundo inspira medicamento melhor que morfina

Pesquisadores franceses do Instituto de Farmacologia Celular e Molecular em Nice descobriram que o veneno de mamba-negra, uma cobra africana considerada por muitos a mais mortífera do mundo, pode agir como um analgésico tão forte quanto a morfina, mas sem seus efeitos colaterais. 

Os cientistas pesquisaram 50 espécies de cobras diferentes até encontrarem o que buscavam na mamba-negra ou mamba-preta (Dendroaspis polylepis), uma das cobras mais venenosas e rápidas do mundo. 

Seu veneno pode ser separado em vários compostos. Uma classe específica de peptídeos encontrada nesse veneno, chamada de mambalgins, tem capacidades analgésicas incríveis. 

As mambalgins trabalham com um conjunto totalmente diferente de receptores do que a morfina, mas igualmente eficazes – ou até melhores. 

A morfina age no caminho dos opióides no cérebro. Ela pode cortar a dor, mas também é viciante e causa dores de cabeça, dificuldade de pensamento, vômitos e espasmos musculares. Já as mambalgins combatem a dor através de uma rota totalmente diferente no cérebro, que produz menos efeitos colaterais. 

Por exemplo, quando o analgésico feito a partir do veneno da cobra foi testado em ratos, a maioria dos efeitos colaterais da morfina não foi vista. As mambalgins foram tão eficazes quanto a morfina em acalmar a dor, mas não provocaram a mesma supressão respiratória, e, embora depois de cinco dias os ratos tenham mostrado alguma tolerância, esta foi menor do que com os opiáceos. 

Testes em células humanas feitos em laboratório também mostraram que as mambalgins têm efeitos químicos semelhantes em pessoas. No entanto, a pesquisa com humanos está no seu estágio inicial, e mais estudos são necessários antes da substância se tornar um analgésico comercial.


Isso mostra como algo que mesmo sendo prejudicial, de alguma maneira nós podemos usá-los a nosso favor.

http://biologias.com/noticias/1296/veneno-da-cobra-mais-mortifera-do-mundo-inspira-medicamento-melhor-que-morfina

sábado, 20 de outubro de 2012

Novo teste substitui ensaios em animais na indústria cosmética

Projeto foi desenvolvido por investigadores da Universidade de Coimbra 

Investigadores do Centro de Neurociências (CNC) e da Faculdade de Farmácia da Universidade de Coimbra (UC) desenvolveram um teste pioneiro para a detecção do potencial alergênico cutâneo de químicos (avaliação da sensibilização cutânea), que permite reduzir significativamente os ensaios em animais na indústria de cosmética. 
O teste in vitro baseia-se na utilização de células de pele imortalizadas para avaliar, através da análise de diversos parâmetros, o potencial alergênico cutâneo de químicos antes da sua introdução no mercado, substituindo deste modo os respectivos ensaios em animais. 

Denominado ‘Sensitiser Predictor’, o projeto resulta de sucessivos estudos realizados ao longo dos últimos seis anos pelos investigadores Teresa Cruz Rosete, Bruno Neves e Susana Rosa. Já foi distinguido com vários prêmios nacionais e internacionais, pois além de “dar resposta à imposição legislativa da União Europeia no sentido de abolir a utilização de animais em ensaios de produtos da indústria de cosmética, é um método muito mais rápido do que os atuais que recorrem aos ensaios em animais, mais econômico e passível de ser usado em grande escala”, enumera Teresa Cruz Rosete. 

Com uma patente internacional em fase de avaliação, o projecto, “carece ainda da validação do European Centre for the Validation of Alternative Methods – ECVAM, para que possa ser considerado de referência a nível da OCDE”, observa a investigadora do grupo de Imunologia Celular e Oncobiologia do CNC. 

Apesar de forte pressão da União Europeia para se acabar com os ensaios em animais, ainda não existem testes alternativos para diversos itens de toxicidade, nomeadamente sensibilização cutânea. Por isso, “o ‘Sensitiser Predictor’ poderá marcar a mudança de paradigma na avaliação da toxicidade de compostos. A comunidade científica internacional está precisamente a apostar no desenvolvimento de métodos simples e rápidos, para substituir os testes em animais”, conclui a cientista. 

O grupo, único em Portugal a trabalhar no desenvolvimento de testes para avaliação da sensibilização cutânea, pretende agora alargar o teste a outras áreas, nomeadamente a alergias respiratórias. 

http://biologias.com/noticias/1293/novo-teste-substitui-ensaios-em-animais-na-industria-cosmetica

Isso mostra como as pesquisas são sempre importantes para a evolução da ciência.

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Peixes podem ficar mais pequenos com aumento de temperatura dos oceanos

Estudo está publicado na Nature Climate Change 

A emissão de gases que provocam efeito de estufa pode ter mais impacto nos ecossistemas marinhos do que se pensava. Num estudo publicado agora na «Nature Climate Change», os investigadores admitem que algumas espécies de peixes podem diminuir o seu tamanho entre 14 e 24 por cento devido ao aquecimento global. 

Os investigadores simularam o impacto das temperaturas em mais de 600 espécies até 2050. As águas mais quentes têm, dizem, menor nível de oxigénio, o que faz com que os peixes tenham um tamanho mais reduzido. 

Investigações anteriores sugeriam que as alterações na temperatura dos oceanos afetam tanto a localização como a procriação de diversas espécies. 

Mas para avaliar as alterações de tamanho, os cientistas projetaram um modelo que tenta compreender como estes animais reagem à redução do oxigénio na água, utilizando dados do Painel Intergovernamental sobre Alterações Climáticas. 

Apesar dos dados apontarem para uma mudança pequena na temperatura da água dos oceanos, o impacto é grande no que diz respeito ao tamanho dos peixes. 

"O aumento da temperatura faz elevar a taxa metabólica do corpo dos peixes", explicou William Cheung, da Universidade da Colúmbia Britânica (Canadá), à BBC News. "Isso requer mais oxigénio para que as funções corporais comuns sejam realizadas. Faltará oxigénio para o crescimento, e o peixe terá um corpo menor”. 

Os investigadores admitem que há incertezas quanto às previsões das alterações climáticas e isso pode afetar o modelo apresentado. Cheung diz que são necessários novos estudos e que é preciso, no futuro, olhar com mais cuidado para a resposta biológica dos peixes. 

Outros cientistas alertam para o impacto disso na indústria pesqueira. “Indivíduos menores vão produzir ovos menores e em menor quantidade, o que afetará o potencial reprodutivo dos cardumes e reduzirá a sua resistência à pesca e à poluição”, diz Alan Baudron, da Universidade de Aberdeen (Grã-Bretanha). 

Mais uma incrível descoberta para a ciência. Com essa descoberta ficaremos muito loucos.

http://biologias.com/noticias/1289/peixes-podem-ficar-mais-pequenos-com-aumento-de-temperatura-dos-oceanos